O som das coisas as vezes fere a brisa e também o ego. A música leve traspassa estas léguas de pensamento que envolve um frio. Mas volta e meia volta e acelera um não sei o quê. E a criação recria outro abismo rebelde e fácil. O que se quer? Paixão ou volúpia? Satisfação ou lágrima? Não se sabe se seguir ou ficar é o abismo . Sabe-se que dói a falta do frio e do calor. Mas ambos refletem um mundo espelhado na friagem de saber que existir basta. E o trem da vida passou e lá no fundo da estação árvores balançam com a brisa dos teus pensamentos ferindo os galhos e as flores que foram deixadas para trás. E na frente a fumaça embaça o futuro. E esse futuro vislumbra um amanhã amanhecido e falido em busca de tudo que não deveria existir ou existiria.
É conveniente gritar? É conveniente esperar o dia amanhecer?
Um comentário:
"Saber que existir basta..." Devia ser a resposta para tudo. Ótimo texto, gostei d+
Beijão
f.
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